20 novembro, 2007

Mar de fogo


Querendo ser o que não sou,
penso em você
neste mar de fogo
e ilusão.
Roendo unhas,
ardo até queimar
e me atiro do cais
nas águas desta paixão.
Nado contra a maré,

e na onda morta,
quase me afogo.
Mas o que importa?
Na próxima lua cheia
apenas lembranças serão.
E eu, sereia.

2 comentários:

Patrícia Campos disse...

Muito lindo este poema, belo jogo de palavras..
Bjs Pat

Anônimo disse...

Em sonhos e serenatas; crescem as novas ao minguar da cheia. Maré alta, maré baixa. Onda, sal e areia. Lições e aliterações num mergulho inevitável ao encontro da sereia... que sempre será.