20 agosto, 2009

Baldio

Invejo o mato que nasce
sem cultivo, sem cultura.
Cobre lentamente o solo descuidado
E se estende sem nenhuma vaidade.
Vive sem um propósito,
cresce por teimosia.
Invejo o mato sem filosofia.

2 comentários:

Marcelo disse...

Você é foda, né Ciça? Consegue se inspirar até num "mato sem filosofia"! rsrs
Beijo saudoso de fã.
Marcelo

Fernando Martinez disse...

grande poema, lembra fernando pessoa