10 junho, 2009
20 abril, 2009
Áries e Gêmeos
Simbiose
Pra dizer Adeus
Sem Espaço
Fuga
Visto a minha fantasiae coloco a máscara da beleza.
Ainda assim sou eu,
serei sempre eu,
mesmo que você não me veja
e eu nunca mais olhe no espelho.
Coisa Nenhuma
13 abril, 2009
Lembranças
Umidade
Reforma Ortográfica
12 abril, 2009
10 abril, 2009
Movimento Natural
Após a tempestade,
a espuma do mar
acaricia lascivamente a areia
com seus braços sedutores,
envoltos em brancos véus.
A areia,
exausta da tormenta,
se deixa ir.
Leve, suave, branda,
vagando ritmada
nesta dança ondulante.
04 abril, 2009
Campo Santo
Nunca tinha visto aquele jardim. Não com estes olhos, não como se fosse meu.Era um imenso gramado áspero. Orvalhado em pequenas e múltiplas gotas gélidas.
Por perto, flores azuis. Claras, rijas, frias.
A árvore chorava suas folhas secas sobre a grama, sufocando-a. Ninguém notava.
O mármore cinza, inerte, fitava-me e mostrava as suas datas e dores. Eu silenciava.
Os caminhos, todos de pedra, formavam ruelas estreitas, longas, sem saída.
Eu olhava o muro. Mas o céu estava longe.
O mármore cinza, inerte, fitava-me e mostrava as suas datas e dores. Eu silenciava.
Os caminhos, todos de pedra, formavam ruelas estreitas, longas, sem saída.
Eu olhava o muro. Mas o céu estava longe.
27 março, 2009
06 março, 2009
Êxtase e Entrega
Gosto de decifrar os teus olhose de somar tuas palavras
com as melodias que conheço.
Gosto de deitar os meus sonhos
em teu ombro
e deixar que meus cabelos
molhem teu peito,
secando meus temores.
Gosto quando tuas mãos
seguram meus desejos
fazendo tremer de êxtase
minha liberta alegria.
Gosto de me ver em ti,
atordoada e inteira.
Gosto daquilo que tens
e do que não tens,
porque recebo à tua maneira.
Gosto de te ver ao meu lado,
pouco a pouco em minha vida.
Gosto de te ver desarmado.
Eu estou rendida.
Certezas

O sim, o não e o talvez.
Razão que tudo prova,
Fantasia e sentimento.
Pretextos que explicam
A falta e o complemento.
Explícitas ilusões,
Verdades inventadas,
Mentiras sonhadas
Na real condição.
De leve e inteira,
Oculta exatidão.
Dúvida e resposta,
Exposta certeza,
imaginação...
Razão que tudo prova,
Fantasia e sentimento.
Pretextos que explicam
A falta e o complemento.
Explícitas ilusões,
Verdades inventadas,
Mentiras sonhadas
Na real condição.
De leve e inteira,
Oculta exatidão.
Dúvida e resposta,
Exposta certeza,
imaginação...
O que dá
E o que nega,
O que repudia
E o que esfrega.
O que ama,
o que despreza,
O que pragueja
E o que reza.
O doce e o sal,
O bem e o mal,
O que finca raiz
e o que levanta vôo,
Eu sou.
E o que nega,
O que repudia
E o que esfrega.
O que ama,
o que despreza,
O que pragueja
E o que reza.
O doce e o sal,
O bem e o mal,
O que finca raiz
e o que levanta vôo,
Eu sou.
Poeminha Para Ele
13 dezembro, 2008
Gole
Não quero amostras
do que já conheço o conteúdo.
Brinde-me em efêmeras taças,
mas deixe-me saborear tudo.
do que já conheço o conteúdo.
Brinde-me em efêmeras taças,
mas deixe-me saborear tudo.
05 dezembro, 2008
11 novembro, 2008
21 outubro, 2008
Atemporal
Era pouco o tempoque tínhamos para nós.
Mas nós o possuímos,
mesmo sem poder detê-lo
E tão infinito foi o momento,
que o amor cumpriu seu trajeto
e encerrou sua viagem.
Seguimos nosso caminho.
Eu, em minhas planícies,
você, em suas colinas.
Cada um em seu mundo,
sem nunca se separar.
Amor, amore, tanto faz.
Norte e sul
estão há quilômetros
de instantes atrás.
14 outubro, 2008
O Veneno de Romeu e Julieta
Juntos permanecem.Sem romance,
Sem sexo,
Sem nexo.
Ele diferente,
Ela indiferente:
Cada um morrendo
Ao seu modo.
25 setembro, 2008
18 setembro, 2008
Imaginação
Embalo poemas
numa rede curiosa.
Estou tranqüila aqui...
Ninando palavras,
pensando.
Imagino futuros e sorrio,
mais ou menos te amando.
numa rede curiosa.
Estou tranqüila aqui...
Ninando palavras,
pensando.
Imagino futuros e sorrio,
mais ou menos te amando.
10 setembro, 2008
Ilusão
Estou prestes a dar à luz
A mais uma esperança bastarda...
Gerar um amor que não posso sustentar,
Acolher em meus braços
Um desejo ilegítimo.
E aguardar resignadamente
O nascer da insana criatura...
A mais uma esperança bastarda...
Gerar um amor que não posso sustentar,
Acolher em meus braços
Um desejo ilegítimo.
E aguardar resignadamente
O nascer da insana criatura...
Bolo
20 agosto, 2008
Quem vai pagar por isso?
Basta
Não, ele não é como eu sonhava. Tem centímetros a menos de romantismo e metros a mais de sedução. Ele não lê meus poemas e nunca me trouxe uma flor. Mas ele sabe a cor exata dos meus lábios e me acha bela.
As promessas que esperava, ele nunca disse. Mas me encheu de esperança e me fez sentir menina. Eu gostei.
Ele não prestou atenção na música que escolhi para ouvir, mas eu dancei assim mesmo . E ele sorriu.
Eu queria fazer do seu ombro o meu descanso, no entanto ele não me deixa dormir quando está por perto e me tira o sono quando está longe. Ele não é quem eu sonhei, mas é quem me faz sonhar.
Quando eu falo em um idioma que ele não conhece, ele grita nomes indecifráveis. E eu entendo.
Por vezes gostaria que ele mudasse, mas agora eu já decorei os seus poros e não quero aprender outra tez. Tem momentos que ele reclama de mim e tenta me ensinar o jeito certo. Mas ele não sabe e erra. Eu perdôo outra vez.
Ele repara em cada nova ruga que me aparece, mas ele me olha. E eu o vejo como ele é.
Ele sabe o que eu quero e às vezes me nega. Mas se eu choro e lhe faço um carinho, ele me entrega.
Se quero ficar só, ele se aproxima e cisma. Se fico forte, ele tem medo e se afasta. Desconfia, sofre e volta sem graça. Isso passa.
Eu queria que ele me mostrasse o mundo, mas eu...
Eu só tenho olhos para vê-lo.
E isto me basta.
E isto me basta.
19 agosto, 2008
11 agosto, 2008
07 agosto, 2008
06 agosto, 2008
21 junho, 2008
Sina
E assim foi dito:
" Vai Carlos, vai ser gauche na vida!"
Mas Carlos não foi ser gauche, Carlos foi ser poeta!
Ah! Carlos... Por quê? Não sabe o peso que isso tem?
Por que não escolheu ser gauche?
De que vale a poesia, Carlos?
Vale um coração marcado?
Fadado a ser sacrificado,
Banhado de emoção?
Vale, Carlos?
Mas Carlos não sabia responder...
E com os olhos molhados, me sorriu.
Para os Carlos: Luz, Drummond e Amaral. Cecília, 4 da manhã de uma noite sem lua.
" Vai Carlos, vai ser gauche na vida!"
Mas Carlos não foi ser gauche, Carlos foi ser poeta!
Ah! Carlos... Por quê? Não sabe o peso que isso tem?
Por que não escolheu ser gauche?
De que vale a poesia, Carlos?
Vale um coração marcado?
Fadado a ser sacrificado,
Banhado de emoção?
Vale, Carlos?
Mas Carlos não sabia responder...
E com os olhos molhados, me sorriu.
Para os Carlos: Luz, Drummond e Amaral. Cecília, 4 da manhã de uma noite sem lua.
10 junho, 2008
Caso Sério
Sei que exerço má influência sobre mim.Quero ficar à distância.
Esta história de “conhece a ti mesmo”
só veio pra piorar.
Conheço, mas não quero intimidades comigo.
Nada mais do que um caso.
Tipo um encontro a cada 15 dias.
Uma vez por semana já é muito.
Quero ficar na superfície
e mergulhar apenas quando a noite for de lua.
Não quero intimidades,
Conheço, mas não quero intimidades comigo.
Nada mais do que um caso.
Tipo um encontro a cada 15 dias.
Uma vez por semana já é muito.
Quero ficar na superfície
e mergulhar apenas quando a noite for de lua.
Não quero intimidades,
não me chamo de meu bem,
não mando flores pra mim.
não mando flores pra mim.
E não espero retribuições.
Nunca cobro por aquilo que eu não sei quanto vale.
Bocejo minha inércia, suspiro meu deleite.
Tiro proveito de mim, abuso-me.
E nem acordo com culpa.
No fundo, bem no fundo,
Nunca cobro por aquilo que eu não sei quanto vale.
Bocejo minha inércia, suspiro meu deleite.
Tiro proveito de mim, abuso-me.
E nem acordo com culpa.
No fundo, bem no fundo,
eu adoro ter a mim.
Só não quero casar-me.
Só não quero casar-me.
18 maio, 2008
16 maio, 2008
15 maio, 2008
27 março, 2008
Recordações
13 março, 2008
Estrelas nos olhos
28 fevereiro, 2008
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